quarta-feira, 21 de julho de 2010

Conhecendo Plínio Arruda, um dos presidenciáveis

Conteúdo retirado do site de campanha à presidência e do site do PSOL. Os grifos são de minha autoria. Meus comentários estarão em itálico.

Trajetória

Aos 79 anos de idade e mais de 50 anos de vida pública, Plínio Arruda Sampaio é promotor público aposentado e mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA).
Com uma história marcada pela atuação junto à Igreja Católica, é também um defensor da reforma agrária no país. Atualmente é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).
Em seu primeiro mandato como deputado federal (1963-64), foi relator do projeto de reforma agrária do governo João Goulart. Com o golpe, engrossou a primeira lista de cassados e foi para o exílio. À época, o cargo de promotor público que exercia desde 1954 também foi cassado – só sendo reconhecido novamente em 1984, quando foi anistiado e aposentado. Plínio trabalhou na ONU, em programas de reforma agrária, desenvolvimento rural e desenvolvimento da pequena agricultura. Entre 1964 e 1970, atuou no Chile. De 1965 a 1975 foi diretor de programas de desenvolvimento da FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação, trabalhando em todos os países da América Latina e Caribe. Desde 1975 atua como consultor da entidade.
Plínio foi um dos fundadores do PT, deputado federal constituinte e candidato a governador em 1990 e em 2006, já pelo PSOL.

Só cabe ressaltar a alegada história marcada pela Igreja Católica, apesar de Plínio defender coisas totalmente contrárias ao que a Igreja prega.

O que precisa ser destacado em seu programa de governo?

1ª) O apoio à causa LGBTT;

Abaixo o artigo 'Abaixo a hipocrisia' escrito por Plínio para a revista 'Carta Capital'. O texto na integra pode ser lido aqui.
A Constituição brasileira assegura que todo brasileiro seja tratado como igual. Agora o debate eleitoral dará a oportunidade de fixar a posição dos candidatos a respeito da luta GLBT
A atividade sexual sempre foi objeto de atenção por parte das religiões e dos integrantes da classe dominante, com formas de controle da sexualidade que levam à dominação e à opressão. Isto não é aceitável porque está na raiz do preconceito e da discriminação.
O grande avanço humanista que as rebeliões estudantis da metade do século XX representaram foi precisamente a denúncia da hipocrisia burguesa em relação ao sexo. A sociedade tomou outra forma depois desse movimento – e para melhor.
Preconceitos e discriminações são comportamentos longamente arraigados e difíceis de extirpar. Aqui no Brasil já caminhamos bastante no que se referem à orientação das pessoas em relação ao sexo, mais ainda há muito que fazer.
No dia 19 de maio, a convite das organizações gays brasileiras, estive na I Marcha Nacional Contra a Homofobia, em Brasília, que reuniu cerca de duas mil pessoas. Os participantes defendiam a aprovação pelo Congresso Nacional de projetos que legalizam a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais.
O debate eleitoral dará a oportunidade de fixar a posição dos candidatos a respeito dessa questão – que não diz respeito apenas a uma minoria, mas a um principio de convivência social harmoniosa e democrática.
Como pré-candidato do PSOL à Presidência da República, após diálogos com diversos movimentos sociais e especialistas, tenho me posicionado favoravelmente ao direito de livre orientação sexual e à luta das lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. A Constituição brasileira lhes assegura esse direito, uma vez que estabelece a obrigação de que todo brasileiro seja tratado como "igual perante a lei". E quem se propõe a debater os rumos do país e governar o povo brasileiro não pode se chocar com preceitos básicos do humanismo, submetendo-se à hipocrisia.

2ª) A defesa da legalização do aborto, entre outras idéias contrárias à vida;

Abaixo alguns trechos do texto 'O problema do aborto' escrito por Plínio em 2006, mas que representa, segundo ele próprio, sua opinião atual sobre o tema. O texto na integra pode ser lido aqui.
"Como cristão, meu posicionamento pessoal diante do problema do aborto é ditado pelos valores da minha fé. Felizmente não tive, no decurso dos meus cinqüenta anos de casamento, necessidade de enfrentar essa questão. Por isso, sempre a abordo com muita humildade e com espírito de solidariedade pelos que se vêm na contingência de enfrentá-la."
"Apoio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada."

O manifesto unitário de apoio à pré-candidatura de Plínio, defende:

"O programado partido deve ser visto enquanto uma construção coletiva que envolva todos os seus militantes, setoriais, grupos e tendências, levando em conta sua real inserção nos movimentos sociais e a sua rica pluralidade."

O que se entende aqui, é que assim como no PT (que deu origem ao Partido Socialismo com Liberdade), no PSOL também há a adesão de TODOS OS SEUS MEMBROS, quer sejam candidatos ou não, a um programa de governo que contém idéias contra a vida e à família. Portanto não é prudente que nós, cristãos demos nossos votos a candidatos desse partido e principalmente a Plínio Arruda, que além de apoiar tais idéias, ainda se diz católico. Também é importante frisar que a campanha do PSOL tem apoio de diversos movimentos sociais, entre eles a marcha pela liberação da maconha, movimentos feministas e abortistas.


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