sexta-feira, 12 de abril de 2013

A distância uma hora acaba!

     Como alguns sabem, durante dois anos e meio mantive um namoro à distância (por motivos pessoais, mudei-me para São Luís com minha família). Desde o início tínhamos em mente que essa distância não poderia durar tanto tempo; se discerníssemos que realmente deveríamos nos casar, alguém teria que se mudar quando possível. Ano passado ele me pediu em noivado na Catedral de Brasília.

     Não sei se recomendaria a experiência de namoro a distância a alguém, pois não é fácil! Mas o que nos sustentou foi a oração, a confiança um no outro, a persistência mesmo com os desentendimentos, as viagens e as longas conversas diárias por telefone.

     Hoje, enfim, ele já se formou e já faz um mês que está morando aqui em São Luís. Para mim foi uma prova de amor muito grande; não sei exprimir o que senti ao vê-lo no aeroporto me esperando com um abraço. Eu pensava, ele deixou tudo, família, amigos, conforto, para se arriscar na vocação a que Deus o chamou! Acreditando ainda na providência para conseguir um emprego (que aliás, já conseguiu).

     Isso sim é acreditar quando Deus diz a Abraão "sai da tua terra, e te darei algo melhor e uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu", e acreditar na palavra "o homem deixará seu pai e sua mãe".

     O fato de ele vir morar aqui não implica necessariamente estarmos casados no futuro, pois a nossa convivência este ano e a saudade que ele está sentindo de lá  podem ser fatores que mudem nossos planos (por mais que eu não queira que isso aconteça). Apesar disso, em todos esses acontecimentos temos tirado muitas lições, sobretudo a de confiar na providência de Deus.

     Há quem pense que vamos nos casar por motivos de gravidez ou que estamos morando juntos aqui em São Luís; nenhuma das duas afirmações é verdadeira. Alguns parentes e amigos alegam estar cedo para nos casarmos (eu estarei com vinte e dois e ele com vinte e quatro), pois dizem que ambos devem estar já estabilizados financeiramente para pensar na possibilidade de casamento. É um argumento válido, não fosse o fato de que nossa confiança não está no dinheiro, mas em Deus. Não fosse também o fato de que temos a obrigação de viver a castidade e que não podemos fazer o corpo esperar o casamento por tanto tempo (não que seja impossível, mas não há necessidade), além de que julgamos já ter maturidade suficiente para viver o matrimônio.

Brincadeira no Chá de Panela
     É tão verdade que Deus tem agido na nossa vida pelo tanto de coisas que ganhamos e conquistamos em tão pouco tempo: casa, geladeira, fogão, microondas, mesa e várias outras coisas de casa, um cachorro, além da confiança de nossos catequistas do Caminho, uma turma de catequese de Perseverança na Paróquia para tomarmos a frente, e um trabalho que ele conseguiu após duas semanas aqui, não ainda na área dele, mas que já vai nos ajudar bastante por enquanto. Estas coisas também servem para confirmar a passagem que encabeça o Blog.


     Enfim, compartilho estas coisas aqui, pois estou feliz e confiante de estar seguindo meu coração e estar conforme a vontade de Deus, mesmo casando ainda jovem e pobre. Afinal, com nossos pais a avós foi assim, por que conosco não daria certo!? Além do que daqui a não muito tempo estarei formada e também poderei trabalhar se for o caso. Um abraço a todos, e orem por nós para que dê tudo certo!

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