segunda-feira, 9 de março de 2015

"Eu, você, dois filhos e um cachorro"

    A bem romântica e recente música do Luan Santana retrata um modelo de família bastante comum, no qual também eu nasci e sou grata a Deus, e creio que boa parte dos jovens ocidentais de hoje em dia também nasceram. É uma família que também desejo pra mim, agora que estou casada, mas, quem sabe, com mais filhos depois dos dois, se Deus assim permitir! Essa música, no entanto, retrata também algo que hoje em dia é praticamente imposto aos casais, ou pelos casais. Esse desenho ilustra uma situação que aconteceu algumas vezes seguidas comigo e me fez refletir.
   
   
     Algumas pessoas tem a necessidade de deixar claro que é o último filho quando engravidam pela segunda ou terceira vez para não serem taxados de loucos. De fato é muito difícil, na fase atual da sociedade, pensar em [ter] uma família grande. Tudo ficou mais caro e mais agitado, e hoje em dia a maioria dos pais se desdobram para conseguir trabalhar e cuidar dos filhos ao mesmo tempo, recorrendo muitas vezes a parentes ou creches para deixá-los enquanto trabalham, fora os gastos com cada um, a atenção que exigem e a falsa teoria de que o mundo não vai ter espaço e alimento pra tanta gente.

     Cada um pode ter N motivos para não se querer ter mais filhos, seja o medo de não conseguir a realização profissional, de perder o corpo bonito, de não ter tempo mais para si mesmo, perder a liberdade etc. No entanto, quando se casa [na Igreja], se promete receber "os filhos que Deus mandar". Que significa realmente isso e como se convencer de que é possível ter mais filhos, dependendo do caso, e que você vai conseguir sustentá-los?

     Recentemente o Papa usou os coelhos em uma comparação com os casais que acham que a abertura à vida se resume a "ter muitos filhos". Infeliz ou não a comparação, ele quis mostrar que acolher os filhos que Deus mandar (seja muitos ou nenhum) é também ter uma paternidade responsável, isto é, saber identificar as condições de saúde, psicológicas e também financeiras da família e recorrer aos métodos naturais quando necessário. Ao mesmo tempo, saber ver quando não há motivos justos para não acolher mais filhos, sem se preocupar com a imposição da sociedade. 


    Isso muitas vezes implica em um dos cônjuges mudar ou sair do emprego, geralmente a mulher, para cuidar dos filhos. Aí já vem outra questão, que é vista como machismo, quando na verdade é um grande ato de amor pelas pessoas que precisam de cuidado e instrução numa fase tão frágil da vida. Por curiosidade, tenho acompanhado alguns blogs e perfis de famílias que optaram de boa vontade pela abertura à vida e têm muitos filhos, três ou mais, e dá alegria de ver que quando os filhos recebem uma fé e uma educação concisa dos pais, são crianças felizes, e têm o que precisam, claro que nem sempre com excessos.

     Acredito que seja questão de saber se planejar e, principalmente, confiar em Deus. Dizem que cada filhos traz seu pão debaixo do braço, além da alegria que trás. Basta olhar para trás, ou para as histórias bíblicas e ver o quanto se desejava ter muitos filhos! Novamente cito a questão de saber dicernir quando não dá mais, como no caso da mulher citada pelo papa, que já tinha feito oito cesáreas e achava que tinha que ser assim por ser católica, colocando sua vida em risco; temos que saber a diferença entre tentar a Deus e confiar em Deus.

    Para aqueles que tem condições de ter mais filhos mas tem medo, fica uma motivação do papa:
“A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. O fato de termos irmãos e irmãs nos faz bem; os filhos e filhas de uma família numerosa são mais capazes de comunhão fraterna desde a primeira infância. Em um mundo marcado tantas vezes pelo egoísmo, a família numerosa é uma escola de solidariedade e de fraternidade, e estas atitudes se orientam depois em benefício de toda a sociedade”

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